#VEJAMercado | O programa apresentado por Veruska Donato desta quarta-feira, 25, conversou com o economista Alex Agostini, da Austin Rating, que jogou luz sobre um debate que ganhou força recente: a Tregulamentação dos aplicativos. A leitura dele é direta: o Brasil precisa evitar decisões apressadas e, principalmente, olhar o impacto econômico antes de transformar intenção em regra. É aquele caso clássico em que a boa ideia pode virar problema se não for bem calibrada.
No caso dos aplicativos, Agostini lembra que a realidade brasileira é muito diferente da observada em países desenvolvidos. Lá fora, essas plataformas surgiram com foco em mobilidade e redução de poluição. Aqui, ganharam outro papel: tornaram-se fonte de renda para milhões de pessoas em um mercado de trabalho ainda com excesso de mão de obra. Esse detalhe muda completamente a discussão, porque qualquer regra mexe não só com empresas, mas com o sustento de famílias.
Por isso, ele defende equilíbrio. Nem liberar tudo, nem apertar demais. O economista alerta que decisões guiadas por “pautas populistas”, especialmente em ano eleitoral, podem criar um emaranhado difícil de desfazer depois. A preocupação é que uma regulamentação unilateral, focada apenas na proteção do motorista sem análise técnica, desestimule as empresas. No fim das contas, quem paga essa conta costuma ser o consumidor — com tarifas maiores — ou o próprio trabalhador, com menos oportunidades.
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